Guia das Espécies de Pacu: Diversidade, Tamanho e Peso na América do Sul

Guia das Espécies de Pacu

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🎣 Condição baseada na fase da lua. A pesca também depende da maré, vento e local.

Diversidade, Tamanho e Peso na América do Sul

Os peixes popularmente conhecidos como “pacus” pertencem a diferentes gêneros da família Serrasalmidae, a mesma dos piranhas, mas com hábitos alimentares bem distintos – são majoritariamente frugívoros e onívoros. Nativos das bacias hidrográficas da América do Sul, esses peixes se destacam pelo corpo comprimido lateralmente, dentes molariformes (semelhantes aos molares humanos) e grande importância ecológica e econômica.

Com base em um infográfico ilustrativo, apresentamos um artigo técnico com as principais características de 12 espécies de pacu, organizadas por suas denominações populares, nomes científicos, distribuição geográfica e medidas máximas registradas.

1. Pacu Caranha (Piaractus mesopotamicus)

  • Bacia: Bacia do Prata (região sul da América do Sul, abrangendo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

  • Comprimento máximo: ~90 cm.

  • Peso máximo: ~20 kg.
    É uma das espécies mais conhecidas e apreciadas na pesca esportiva e na aquicultura continental, especialmente no Pantanal e na bacia do rio Paraná.

2. Pirapitinga (Piaractus brachypomus)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~100 cm.

  • Peso máximo: ~20 kg.
    Muito semelhante ao tambaqui, mas com coloração mais clara e cabeça menos protuberante. É um peixe migrador e de grande valor comercial.

3. Pacu-Peba (Mylossoma duriventre)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~40 cm.

  • Peso máximo: ~5 kg.
    Menor que os anteriores, possui corpo mais alto e achatado. É comum em lagos de várzea e igarapés, alimentando-se de frutos e sementes.

4. Tambacu (Colossoma macropomum)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~100 cm.

  • Peso máximo: ~30 kg.
    Na verdade, o tambacu é um híbrido entre o tambaqui (Colossoma macropomum) e o pacu-caranha (Piaractus mesopotamicus), muito utilizado em piscicultura por seu rápido crescimento e rusticidade.

5. Pacu Prata (Metynnis maculatus)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~20 cm.

  • Peso máximo: ~1 kg.
    Espécie de pequeno porte, muito apreciada em aquarismo devido à sua coloração prateada e comportamento pacífico em cardumes.

6. Pacu Monteiro (Myles schomburgkii)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~25 cm.

  • Peso máximo: ~3 kg.
    Conhecido também como “pacu-cinza”, apresenta manchas escuras verticais. É um peixe de médio porte para aquários grandes, mas também capturado na pesca artesanal.

7. Pacu Manteiga (Mylossoma aureum)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~35 cm.

  • Peso máximo: ~4 kg.
    De corpo dourado-amarelado (daí o nome), é encontrado em águas calmas e ricas em vegetação. Sua carne é gordurosa e saborosa.

8. Pacu Borboleta (Myles rubripinnis)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~30 cm.

  • Peso máximo: ~1,5 kg.
    Possui nadadeiras avermelhadas e formato alongado. É uma espécie ornamental e também utilizada na alimentação de comunidades ribeirinhas.

9. Pacu CD (Metynnis lippincottianus)

  • Bacia: Bacia Amazônica.

  • Comprimento máximo: ~25 cm.

  • Peso máximo: ~1,5 kg.
    Seu nome popular remete ao formato arredondado e prateado, lembrando um disco compacto (CD). É bastante comum em aquários plantados.

Comparativo Geral

Espécie Nome Científico Bacia Compr. Máx. Peso Máx.
Pacu Caranha P. mesopotamicus Prata 90 cm 20 kg
Pirapitinga P. brachypomus Amazônica 100 cm 20 kg
Pacu-Peba M. duriventre Amazônica 40 cm 5 kg
Tambacu C. macropomum Amazônica 100 cm 30 kg
Pacu Prata M. maculatus Amazônica 20 cm 1 kg
Pacu Monteiro M. schomburgkii Amazônica 25 cm 3 kg
Pacu Manteiga M. aureum Amazônica 35 cm 4 kg
Pacu Borboleta M. rubripinnis Amazônica 30 cm 1,5 kg
Pacu CD M. lippincottianus Amazônica 25 cm 1,5 kg

Considerações Finais

A diversidade entre os pacus reflete a riqueza ictiológica das bacias amazônica e do Prata. Enquanto algumas espécies atingem porte gigante e são alvo da pesca comercial e esportiva (como o tambacu e a pirapitinga), outras são pequenas e perfeitas para o aquarismo ornamental.

É importante ressaltar que muitas dessas espécies sofrem pressão por sobrepesca, degradação de habitats e barramentos de rios. O conhecimento científico e a identificação correta de cada uma são ferramentas essenciais para a conservação e o manejo sustentável desses peixes tão característicos da América do Sul.

Autor: Ivaldo Fernandes

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