Secretaria de Saúde do RN alerta sobre casos de ciguatera e orienta população sobre o consumo seguro de peixes

Peixes com ciguatera no RN

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Secretaria de Saúde do RN alerta sobre casos de peixes com ciguatera

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) reforçou o alerta à população sobre os casos de ciguatera registrados no estado e orientou consumidores e comerciantes sobre os cuidados necessários na compra e no consumo de pescados.

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma potente neurotoxina produzida por microalgas marinhas. Essas toxinas entram na cadeia alimentar e podem se acumular em peixes predadores de maior porte, oferecendo risco à saúde humana mesmo quando o pescado está fresco e bem preparado.

Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas podem surgir poucos minutos após a ingestão do peixe contaminado ou aparecer em até 48 horas.

Principais sintomas da ciguatera

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Coceira intensa;
  • Dores musculares e no corpo;
  • Dormência ou formigamento na língua, mãos e pés;
  • Alteração da percepção de temperatura (sensação de frio como quente e vice-versa);
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Gosto metálico na boca.

Em situações mais graves, a intoxicação pode provocar complicações neurológicas e cardiovasculares, tornando indispensável a procura imediata por atendimento médico.

Espécies mais associadas aos casos

De acordo com as investigações epidemiológicas realizadas pela Sesap, algumas espécies aparecem com maior frequência nos casos suspeitos de ciguatera:

  • Bicuda (Barracuda);
  • Arabaiana;
  • Dourado;
  • Cioba;
  • Pescada-branca;
  • Galo-do-alto;
  • Pargo;
  • Sirigado;
  • Robalo.

A Secretaria ressalta que isso não significa que todos os peixes dessas espécies estejam contaminados, mas sim que elas são as mais frequentemente relacionadas aos episódios investigados.

Como reduzir os riscos

A Secretaria de Saúde recomenda que a população:

  • Compre pescados apenas em estabelecimentos legalizados e de confiança;
  • Observe as condições de higiene e conservação do produto;
  • Procure atendimento médico imediatamente caso apresente sintomas após consumir peixe;
  • Não descarte o pescado consumido, pois a análise laboratorial da amostra é fundamental para confirmar a presença da ciguatoxina e auxiliar nas investigações sanitárias.

Existe prevenção?

Atualmente, não existe um método doméstico capaz de eliminar a ciguatoxina. A toxina não é destruída pelo cozimento, fritura, congelamento ou salga, o que torna essencial a vigilância sanitária e a identificação dos casos para evitar novos episódios de intoxicação.

As autoridades de saúde continuam monitorando os casos registrados no Rio Grande do Norte e reforçam a importância de a população seguir as orientações oficiais para garantir um consumo mais seguro de pescados.

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