Almanaque Vem Pescar: Catálogo Completo das Espécies de Peixes do Litoral Norte
Um guia detalhado para identificar e pescar com responsabilidade
Introdução
O Litoral Norte do Rio Grande do Sul é um destino privilegiado para os gaúchos durante o verão. Pensando nisso, o Grupo Sinos, com apoio da Corsan, lançou o projeto Vem Pescar! e este Almanaque com 50 espécies da fauna local. O material, organizado com a colaboração dos pesquisadores Luiz Roberto Malabarba, Fábio Lameiro Rodrigues e Maurício Tavares (UFRGS), tem como objetivo incentivar a pesca segura e divertida, aliada à conscientização ambiental.
Importante: A pesca amadora exige licença da SAP/MAPA (bit.ly/licencapescar). Redes são proibidas na pesca amadora. Respeite os tamanhos mínimos e devolva espécies ameaçadas ao ambiente.
Abaixo, o catálogo individual e completo de todos os peixes citados no documento.
CATÁLOGO DE PEIXES DE ÁGUA DOCE (17 Espécies)
Família dos Carás (Cichlidae)
1. Cará-amarelo (Australoheros acaroides)
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Habitat: Locais com muita vegetação nas bacias do Rio Tramandaí e da Laguna dos Patos.
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Características: Corpo curto, alto e achatado. Possui de 6 a 8 espinhos na nadadeira anal (diferenciando-se dos demais carás, que têm apenas 3). Machos são muito coloridos na reprodução.
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Tamanho: Até 15 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves nas lagoas.
2. Cará-do-lodo (Cichlasoma portalegrense)
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Habitat: Banhados e arroios com muita vegetação nas bacias do Rio Tramandaí e da Laguna dos Patos.
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Características: Corpo ovalado em vista lateral. O contorno das escamas é bem visível no corpo e na cabeça.
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Tamanho: Até 14 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves.
3. Cará-cartola (Geophagus iporangensis)
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Habitat: Rios e lagoas costeiras do Sul do Brasil e do Uruguai.
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Características: É a maior espécie de Cará do Litoral Norte. Nadadeiras em tom bege ou avermelhado com manchas claras. Cauda arredondada e pontilhada.
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Tamanho: Até 35 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves.
4. Cará-de-lábio-azul (Gymnogeophagus gymnogenys)
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Habitat: Bacias do Rio Tramandaí e da Laguna dos Patos.
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Características: Corpo alongado e nadadeira caudal côncava com manchas claras arredondadas.
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Tamanho: Até 19 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves.
5. Cará-beijo-de-noiva ou Cará-da-lagoa (Gymnogeophagus lacustris)
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Habitat: Bacias dos rios Tramandaí e Mampituba.
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Características: Corpo alongado, nadadeira caudal côncava sem manchas claras arredondadas.
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Tamanho: Até 18 cm.
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Status: Quase Ameaçada (NT).
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves.
6. Cará (Gymnogeophagus rhabdotus)
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Habitat: Bacias do Rio Tramandaí, Laguna dos Patos e rios costeiros do Uruguai.
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Características: Corpo curto e alto, com linhas azul-iridescentes presentes nos lados.
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Tamanho: Até 15 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves.
Família dos Lambaris (Characidae)
7. Lambari-bocudo (Deuterodon stigmaturus)
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Habitat: Corredeiras e remansos dos rios Maquiné, Três Forquilhas e Mampituba.
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Características: Corpo alongado e robusto. Boca ampla que se estende até abaixo do olho.
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Tamanho: Até 13 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Caniço, boia e anzóis pequenos.
8. Lambari-listrado (Hollandichthys taramandahy)
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Habitat: Arroios dentro da mata fechada, afluentes dos rios Maquiné, Três Forquilhas, Mampituba e Araranguá.
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Características: Corpo robusto e alto na região anterior. Possui linhas pretas irregulares na lateral do corpo.
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Tamanho: Até 11 cm.
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Status: Em Perigo (EN) – PESCA PROIBIDA.
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Como pescar: Não deve ser pescada. Devolver imediatamente se capturada.
9. Lambari (Astyanax eigenmanniorum)
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Habitat: Lagoas e rios no Sul do Brasil, Uruguai e Argentina.
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Características: Corpo prateado, com uma pequena mancha preta logo após a cabeça. Nadadeira caudal com colorido vermelho.
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Tamanho: Até 15 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Caniço, boia e anzóis pequenos.
10. Lambari (Astyanax henseli)
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Habitat: Lagoas e rios no Sul do Brasil, Uruguai e Argentina.
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Características: Corpo alto e levemente amarelado. Mancha oval com reflexos azulados logo após a cabeça.
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Tamanho: Até 15 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Caniço, boia e anzóis pequenos.
Família dos Peixes-Rei (Atherinopsidae)
11. Peixe-rei bicudo (Odontesthes bicudo)
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Habitat: Endêmico do RS. Encontrado somente nas lagoas Emboaba, Caconde, Horácio e Lessa.
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Características: Focinho bicudo (daí o nome). Teto do crânio lembra uma coroa.
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Tamanho: Até 22 cm.
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Status: Em Perigo (EN). Quase desapareceu devido à pesca excessiva com rede de espera.
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Como pescar: Não recomendado. Se capturado, devolver.
12. Peixe-rei (Odontesthes bonariensis)
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Habitat: Rios e lagoas no Brasil, Argentina e Uruguai. Era abundante nas lagoas dos Quadros e Itapeva na década de 1970.
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Características: É a maior espécie de peixe-rei do mundo.
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Tamanho: Atinge mais de 50 cm.
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Status: Não há registros recentes na bacia do Tramandaí. Populações muito reduzidas.
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Como pescar: Não há captura registrada na pesca esportiva atualmente.
13. Peixe-rei (Odontesthes ledae)
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Habitat: Endêmico do RS. Ocorre das lagoas do Armazém (Tramandaí) até a do Rincão das Éguas (Magistério) e lagoas isoladas ao Sul até a Bacupari.
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Características: Corpo típico dos peixes-rei.
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Tamanho: Até 22 cm.
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Status: Quase Ameaçada (NT) devido à pesca excessiva com rede de espera.
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Como pescar: Evitar a captura.
14. Peixe-rei marinho (Odontesthes argentinensis)
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Habitat: Praias de água salgada do Sul do Brasil, Uruguai e Argentina. Pode entrar no Rio Tramandaí até a Lagoa Tramandaí e Lagoa do Armazém.
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Características: Espécie marinha que se adapta a águas salobras.
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Tamanho: Até 42 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Espécie recomendada para a pesca. Pode ser pescado com anzol e boia, ou caniços leves sobre a ponte do Rio Tramandaí e plataformas de pesca.
15. Peixe-rei (Odontesthes piquava)
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Habitat: Endêmico do RS. Vive nas lagoas Itapeva, dos Quadros, Pinguela e Peixoto.
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Características: Semelhante aos demais da família.
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Tamanho: Até 22 cm.
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Status: Quase Ameaçada (NT) devido à pesca excessiva com rede de espera.
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Como pescar: Evitar a captura.
16. Mamarreis (Atherinella brasiliensis)
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Habitat: Foz de rios e enseadas marinhas, da Colômbia ao Sul do Brasil. É a mais comum no Rio Tramandaí.
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Características: É a menor e mais comum da região. Nadadeira caudal em tom rosa ou violeta.
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Tamanho: Até 17 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Anzol e boia, ou caniços leves.
Família Erythrinidae
17. Traíra (Hoplias malabaricus)
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Habitat: Lagoas e banhados no Litoral Norte e em quase todo o Brasil.
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Características: Corpo cilíndrico e cauda arredondada. Boca grande, cheia de dentes caninos pontiagudos. Fica imóvel junto ao fundo ou vegetação esperando presas. Come peixes, rãs e outros animais.
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Tamanho: Até 55 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Tamanho mínimo de captura: 30 cm.
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Como pescar: Caniços leves com iscas artificiais nas lagoas e banhados.
CATÁLOGO DE PEIXES DE ÁGUA SALGADA (6 Espécies)
Família dos Bagres (Ariidae)
18. Bagre guri (Genidens genidens)
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Habitat: Estuários, lagoas costeiras e águas marinhas próximas à costa. Ocorre na bacia de drenagem de rios do Sul da América do Sul.
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Características: É o menor e mais comum dos bagres. Possui boca pequena e duas protuberâncias carnosas no céu da boca.
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Tamanho: Cerca de 40 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Tamanho mínimo de captura: 20 cm.
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Como pescar: Linha e anzol (pesca amadora). Na pesca profissional, é capturado como fauna acompanhante do camarão-rosa.
19. Bagre branco (Genidens barbus)
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Habitat: Zonas litorâneas rasas, sobre fundos de areia e lama. Distribui-se do Rio da Prata (Argentina) ao Sudeste do Brasil.
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Características: Dorso cinza-azulado, laterais prateadas e ventre branco.
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Tamanho: Pode ultrapassar 1 metro.
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Status: Em Perigo.
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Como pescar: PESCA PROIBIDA (Portaria MMA nº 4445/2014 e Decreto Estadual nº 51.797/2014). Deve ser devolvido imediatamente ao corpo d’água, ainda com vida. Exceção: Pescadores artesanais cadastrados no projeto MOPERT podem capturar de 1º de abril a 14 de dezembro.
Família Paralichthyidae
20. Linguado (Paralichthys orbignyanus)
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Habitat: Vive sobre o fundo, geralmente enterrado, em profundidades de até 30 metros. Ocorre do Rio de Janeiro à Argentina.
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Características: Corpo ovalado e muito comprimido lateralmente. Boca grande e dentes pontiagudos. Olhos situados no lado esquerdo do corpo (metamorfose ocorrida na fase larval).
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Tamanho: Sem especificação no texto, mas comum na região.
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Status: Não ameaçada.
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Tamanho mínimo de captura: 35 cm.
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Como pescar: Linha e anzol (amadora), redes de emalhe e arrasto de fundo (profissional). Mais abundante no final do inverno-primavera.
Família Sciaenidae
21. Miragaiaia ou Borriqueite (Pogonias couribina)
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Habitat: Mar e estuários, distribuindo-se do Rio de Janeiro ao Golfo de San Matías (Argentina).
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Características: Porção inferior da mandíbula com 10 a 13 pares de barbilhões. Corpo acinzentado, ventre branco/amarelo. Juvenis possuem 4 a 5 faixas verticais pretas.
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Tamanho: Pode ultrapassar 1,5 metros e 40 kg.
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Status: Em Perigo.
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Como pescar: PESCA PROIBIDA (Portaria MMA nº 445/2014 e Decreto Estadual nº 51.797/2014). Devolver imediatamente ao corpo d’água ainda com vida.
22. Papa-terra (Menticirrhus gracilis – anteriormente M. littoralis)
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Habitat: Águas rasas, da zona de arrebentação até 30 metros. Juvenis em estuários. Sudeste e Sul do Brasil.
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Características: Corpo alongado, dorso e laterais prateadas, ventre branco.
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Tamanho: Até 45 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Tamanho mínimo de captura: 20 cm.
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Como pescar: Linha e anzol (amadora), redes de emalhe e tarrafa (profissional).
23. Papa-terra ou Bitera (Menticirrhus martinicensis – anteriormente M. americanus)
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Habitat: Águas rasas, da zona de arrebentação a 30 metros. Ocorre da América Central ao norte da Argentina.
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Características: Corpo alongado, dorso em tom marrom e ventre branco.
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Tamanho: Até 50 cm.
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Status: Não ameaçada.
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Como pescar: Linha e anzol (amadora), redes de emalhe e tarrafa (profissional).
Resumo do Catálogo
| Categoria | Nome Comum | Nome Científico | Status de Conservação |
|---|---|---|---|
| Água Doce | Cará-amarelo | Australoheros acaroides | Não ameaçada |
| Água Doce | Cará-do-lodo | Cichlasoma portalegrense | Não ameaçada |
| Água Doce | Cará-cartola | Geophagus iporangensis | Não ameaçada |
| Água Doce | Cará-de-lábio-azul | Gymnogeophagus gymnogenys | Não ameaçada |
| Água Doce | Cará-beijo-de-noiva | Gymnogeophagus lacustris | Quase Ameaçada (NT) |
| Água Doce | Cará | Gymnogeophagus rhabdotus | Não ameaçada |
| Água Doce | Lambari-bocudo | Deuterodon stigmaturus | Não ameaçada |
| Água Doce | Lambari-listrado | Hollandichthys taramandahy | Em Perigo (EN) – Proibido |
| Água Doce | Lambari | Astyanax eigenmanniorum | Não ameaçada |
| Água Doce | Lambari | Astyanax henseli | Não ameaçada |
| Água Doce | Peixe-rei bicudo | Odontesthes bicudo | Em Perigo (EN) |
| Água Doce | Peixe-rei | Odontesthes bonariensis | Populações reduzidas |
| Água Doce | Peixe-rei | Odontesthes ledae | Quase Ameaçada (NT) |
| Água Doce | Peixe-rei marinho | Odontesthes argentinensis | Não ameaçada (Recomendada) |
| Água Doce | Peixe-rei | Odontesthes piquava | Quase Ameaçada (NT) |
| Água Doce | Mamarreis | Atherinella brasiliensis | Não ameaçada |
| Água Doce | Traíra | Hoplias malabaricus | Não ameaçada (Mín. 30cm) |
| Água Salgada | Bagre guri | Genidens genidens | Não ameaçada (Mín. 20cm) |
| Água Salgada | Bagre branco | Genidens barbus | Em Perigo – Proibido |
| Água Salgada | Linguado | Paralichthys orbignyanus | Não ameaçada (Mín. 35cm) |
| Água Salgada | Miragaiaia | Pogonias couribina | Em Perigo – Proibido |
| Água Salgada | Papa-terra | Menticirrhus gracilis | Não ameaçada (Mín. 20cm) |
| Água Salgada | Papa-terra/Bitera | Menticirrhus martinicensis | Não ameaçada |
Considerações Finais
Este catálogo abrange todas as 23 espécies de peixes detalhadas no Almanaque. As demais 27 espécies do material são compostas por crustáceos, mamíferos (como lobos-marinhos e botos), répteis (tartarugas), anfíbios e aves (garças, gaivotões, piru-pirus e maçaricos).
Lembre-se: A prática da pesca consciente é essencial para a preservação da biodiversidade do Litoral Norte. Respeite a legislação, os tamanhos mínimos e, acima de tudo, devolva ao ambiente as espécies ameaçadas.
“Vem pescar com consciência!”
